Tem as cores das roupas jogadas no chão
É o medo do que vem depois da noite
A saudade que dói incerta pelas manhãs
Minhas certezas precisam te convencer
A covardia do medo mata, pelo vazio,
Seca os vasos das plantas que lhe dei
Nos acomete em inanição de nós mesmos
O brio que formiga o estômago e faz, do simples,
Nutritivo alimento para as nossas certezas
Conhece a dureza do andar errado
Mas sabe também o caminho da volta
Estrada de pista simples, esburacada e com curvas sinuosas
que ao fim, guarda a beleza da paisagem do amor
Abaixo de minhas crenças
Sob a égide de toda a minha ignorância
Sei de minha insignificância
Sei de minhas incoerências
Mas sei deixar essa força estranha me fazer querer o bem
Conheço o mapa do seu corpo
Estive em seus trópicos
Morei em tua capital
Visitei o seu norte
Entre giros, idas e vindas percorro as estradas dos meus erros inéditos
Enquanto permaneço esperando passar mais uma vez por seu portão