Tenho as dúvidas de quem é plástico para moldar
as necessidades das formas de quem manda.
Sou peça de lego em larga escala,
fechadura a se abrir com improvisos.
Receita batida de gente com paladar viciado.
Sou a continuidade daquilo que já foi certo,
cegueira da calmaria
que destoou da presunção
e afogou em lástima a roupa limpa e passada
de alguém que queria parecer adequado.
Em minha cama,
descanso as causas que me fazem perder a certeza.
Deito estoico e perco o sono humano;
abraço a bela mulher que me põe a estimar o que presta da vida
para acordar e deixar a dor dosar a consciência dos acontecimentos.