Jejuando daquilo que me preenche e some,
Vou guardando em paredes ocas, para além da miséria
Sem preço,
A dúvida da impermanência.
E nos bolsos sanfonados
De prontidão,
Meus demônios se acomodam
E aguardam pelo tom dramático de noites frias,
Quebrando a quarta parede.
Sigo pela rota rude
Onde os fracassos são degraus
Talhados à força na pedra bruta da vontade.
A cada queda, um clarão ilumina a senda estreita.
Discípulo de Sísifo,
Como da mão de quem faz a fome,
Respirando fundo na subida,
Nesta luta da existência humana contra o absurdo de ideias que não me entendem