em um mundo campo de batalha e festa
onde pisam passos fortes, guardando a ternura nas entranhas.
A vida é breve, mas o homem basta.
Hoje o sapato gasta a sola
e a boina guarda vulcões adormecidos.
A dúvida se justifica
às melodias sem letras.
Tem que ir.
Sempre.
Mesmo que pela fúria silenciosa de estar vivo.
Mesmo que o deserto revele espelhos.
Levar na garganta o sal
e palavras que não vieram a tempo.
Mas no bolso ter as mãos
que abrem caminhos sem bússolas.
Rasgar portanto, o véu dos manuais das derrotas.
Fracasso é o agora.
Amanhã, talvez.
De novo.
Foda-se.