Há um tempo suspenso nas reticências...
Passos que se apagam na areia,
rastros de um verbo que teima em não partir,
enquanto a maré desenha o seu talvez.
O ponto final é pedra no poço:
cai, rompe a superfície do instante,
faz da queda um capítulo encerrado
ou eco que se esvai na boca do abismo.
Entre um silêncio e outro, o intervalo,
vírgula que respira na folha em branco,
porta entreaberta onde a luz hesita,
súbito crepúsculo antes do novo verbo.
E assim seguimos.
Pois toda despedida é uma travessia.
O fim, um modo obscuro de nascer.