veste tua fala embargada,
tece a teia, a trama no tropel.
Fia o fio farsante — fúria, farpa —
fenda a flecha espúria do facão.
Fere,
o frio da fé que fala e inflama,
fulmina o fogo, funda a fuga no chão.
Canta o canto, o coro, o corpo e cala,
o céu, a boca, o caos e o carvão.
Cria,
cavalga a culpa crua em crise,
Santa sanha a salivar o mel,
a sorte sarra, sangra e engana.
Ganha a sede e salva o teu papel.
Sórdido,
sórdido sonho que lança,
Repele e me barganha
beira e trai à tropicana
meu morno, meu remorso