A pele guarda rios que não deságuam
áureos segredos entre dobras,
do curso que não segue bússola
só a mão que traça rotas
Não vem do céu, mas cai desavisada
rio sem leito, sem oração
nasce do centro de um exagero
delícia de dúvidas
A boca bebe o que o sol não seca,
sal e tempo em gotas cegas
vinho da alma
hidrografia que a noite escreve e a luz não nega
Me diz, qual fome cabe neste mapa?