Um abraço pode ser um receptáculo vazio
de onde se saiu uma alma
generosamente
filha da transformação
pela vida em seu desasossego atemporal
de servir o corpo como um alimento
onde quem come é quem rodeia
fareja
e parasita
numa nostalgia insalubre
da vontade, acaso espontâneo que nos acontece de vez em quando
da pele coçando distraída, curiosamente em dúvida
e que deixa doer para sentir vivo