a pensar
se vale uma memória o chão que a gente caminha
dos passos pisados indo em direção aos altares dos desejos dos outros
ou se o céu é a melhor estrada
do corpo que vai e chega antes que a alma
Mas se sentarmos, falaremos dominantes das esmolas
dos pedaços das sobras doadas
em forma de atenção
nos instantes poucos em que os olhos cobrem o nosso reflexo perante a luz
para depois pensarmos naquilo que não pode estar aqui
Eu não estou aqui