de como as coisas se e s v a z i a m
porque foram antes
pensamentos e palavras
treinadas
me encanta
todos os rabiscos do papel
amassado e inútil
que outrora fora o ápice de uma necessidade
eu digo que falo com as paredes
porque é cômodo
mas paredes não se importam, não me escutam
eu falo é comigo mesmo encantando os rascunhos
do canto que se faz pra dentro
onde a voz que aquece palavras ao vento ressoam da capacidade do meu corpo em lutar