abocanharam a sobriedade de minha razão
levando embora o tempo leve
dos passos curtos de quem caminha desfrutando o respirar
Bebo da água gelada para esfriar meu ódio
amansar minha fúria
por estar preso na amarra proletária
que entre goles de água gelada
vê descer goela abaixo a secura da raiva em não poder dizer não
Detesto o dinheiro que me faz continuar
pelas necessidades das convenções terceiras ou porcarias inúteis que me ponho a precisar