segunda-feira, 12 de junho de 2023

Amanhã, talvez, quem sabe?

Lhe beijo esquivo após o coito
como quem não quer mais nada 
entremeio dos fluidos que ficam e os corpos que seguem
anseio os tragos da solitude
fumaça a pintar as frestas  do cômodo que me dá o ar fresco
vazio de fim de festa 
bagunça que fica pra anfitrião
por hoje é só
amanhã quero de novo