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terça-feira, 7 de junho de 2011

Unacina

Esperar o fim do dia.
Esperar o dia seguinte.
Esperar novamente.
Esperar, esperar.

O que é perfeito ?
Queremos corpos moldados,
ou qualquer artificialismo irônico visível a um espelho.
Todo perfeito sempre tão distante.

Alusões vagas, impossíveis.
Desdenhar do realismo maltratado.
O qual julgamos insuficiente,
e ao mesmo tempo sonhado por muitos.
Injusto. Muito injusto.

Braços curvos, curtos e frágeis.
Não carregamos o necessário.
A origem do final já esperado,
mísero e esquecido.
Até Deus nos abandonou.

Monótono e aceito.
Calmo e escravo.
O fim chega com o tempo.
E assim leva um, dois, milhões.

" Escravos do mundo, perdidos por tempo e cegos por um futuro melhor do qual jamais terão. Aquela velha história de fé em Deus, da crença alienada em um livro. Uma esperança eterna, mas somente esperança. O câncer que lhe roubou rezas foi o mesmo que te matou. "

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