A bela planta que toma todo o vaso para si,
esparrama-se pela superfície,
brilhando ao dia no reflexo de luz indireta.
As raízes já firmes, que escapam pelas frestas do vaso,
em clara desobediência,
dão flores vistosas.
E as pétalas de um jardim noturno,
que tocam o fruto que a sombra incendeia.
Voando com o vento,
caindo dentro de mim.
O peito, maré de abismos opostos,
da agonia de buscar o equilíbrio e a ponderação.
Temperatura a ascender ou gelar.
Encruzilhada de barulhos que ardem nos silêncios ansiosos.
Com os pés firmes no porto, nega-se às tempestades.
O tempo borda prata nas têmporas,
enquanto espelhos refletem veredas cegas.
No centro, apenas a dúvida persiste:
Cicatriz aberta sob a lua impassível.