o tempo perdido
o fedor da água podre
a espera para chegar
em tudo o que há de ir
olha como chegamos intrusos tirando fina
das frestas que se abrem a nós
como arriscamos muito para estar
Olha filha,
a história, a arquitetura e a engenharia
que esconde em sua incontável orquestra de arranha-céus os corpos deitados
que moram no chão em que pisamos sem querer sujar o sapato
veja a ciência guardada nestes museus
fugindo da culpa do fracasso coletivo que ignoramos
Como é bela a cidade que tudo tem