aquilo que eu já nem tenho mais
gotas salgadas
que escorrem forças sensíveis
e alaga as olheiras de 31 anos mal dormidos
líquido do incontrolável futuro
Meu choro é desespero
rara melancolia a me por escorrendo
não atoa
carne rasgada e ardente
novidade que me põe a temer trêmulo
aquilo que eu não sei e não posso controlar
O esquisito é uma perspectiva
revelia de criança que ainda não viu na luz os demônios do escuro
mas não vão arrancar de mim, apesar de lágrimas
a esperança de me enganar com a desgraça do outro