Dos poros escorre o sal
tempero da carne que não sucumbiu
o corpo guerreia com o mal
entortando a faca que lhe sugeriu
O sangue no zóio
a veia fervente
de cima da espera de se fazer gente
antes da ideia
quem veio é a fome
pisando no chão de estado ausente
Desfia-me o temer
não dá pra parar
o vício do gosto
de sangue à lavar
escadas ao ódio
subida inerente
me olha nos olhos
quando se engasgar
Você vai ter que me engolir
vai ter que me ver
vai ter que me ouvir