quarta-feira, 23 de setembro de 2020

Tragédia Percussiva Contemporânea


Ouço o futuro 
ressignificado pelas notas que não desafinam
e que desfilam programadas em batidas sequenciais
preenchendo a legitimidade da banda do artista solo
a apertar botões que me inutilizam
e me calam os gestos instrumentais

Pulsos 
sintéticos
prelúdio da tragédia percussiva contemporânea
obsolescência orgânica 
inevitável morte do corpo/música/transcendência

Teclas não erram,
não pedem um trago
não divergem 
nem ocupam o espaço de ser

O som dos ancestrais não é de plástico!