Nada me habita quando
Encarno às cegas
E teço torpe o dia todo
posto a esperar
Achando que
O que eu queria
Possa do nada brotar
Toda dia enquanto utopia
Visto amarras nos meus sonhos
Me apequeno a pensar
Achando que
O que eu seria
Só dependesse de mim mesmo
Vaga de irrelevante
Brada a ideia e banca a bucha
Tua baixa diária
A desgraça que faz
Na descida Brasil
Forjado ao caos
A Multidão e a cegueira
Me incomoda a bandeira
Espiral pro inferno