Passando pelas voltas do sol
perdendo
vou cedendo e me apequeno
bebendo o caos da vaidade que me flerta forte
toma a veste, engrandece e me contradiz
No pixo do muro da feira
mensagem do povo que vai resistir
no centro o povo passando
artista mostrando que vai resistir
barraca à postos na rua
gente que luta só pra existir
Passivo cedo ao ódio
me calo e lamento
me trancafio no quadrado
boto cerca e várias grades na janela
filmo tudo, me asseguro
reproduzo o ódio que me contradiz
Polícia colou no protesto
deu tiro em gente que vai resistir
os bico lá no baile funk
matando a favela que vai resistir
de cima vem a carta branca
que enquadra e sangra quem vai resistir