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segunda-feira, 30 de julho de 2012

Rumo

Agi contra suspeitas de minha própria falação. Preso aos pais, sufocado na ideia de partir. Devo uma explicação, um motivo aceitável aos que pagam pelo lar que usufruo. Qualquer justificativa não é justa a vontade de simplesmente ir.
Em cantos distintos do mundo, denominam nacionalidades. Nos selecionam em um padrão determinado, caracterizado por fala, costumes e aparência física. Aleatoriamente, encaixado em um grupo, você é jugado da maneira coerente sob forças administradoras de um todo. Nunca me senti a vontade em dizer que pertenço a tal nação, pelo fato de que até a realidade de nação é usada para pensamentos formados.
 Pertenço ao mundo. Pertenço aos cantos que desconheço. Pertenço ao mar que nunca nadei. Pertenço ao nada de um deserto. Pertenço ao gelo do extremo sul. Pertenço a todos os possíveis cantos. Pertenço inclusive a nações das quais dizem que não pertenço.
Saia do mesmo sempre.

"Ao infinito e além"

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