sábado, 18 de setembro de 2021

Placebo

Pessoas instituições inacessíveis do agora
De telas remotas
Online
À espera de aceitações

Corpos sexuais vitrines de desejos
Libido domesticada vendida em dores de paz
Quantidades substitutivas
Traumas e filas
Sequências de tentativas e supressões de gozos

Formas incabíveis de beleza
De apreciações hierárquicas de quem tem como referência
mas não toca por não poder

Deus é o fim do prazer
Na volta da volúpia do transe 
Ao se deparar com um calor não prazeroso
E a fome insaciável

O agora abstinente é a prisão de quem aceita as esperanças de um futuro mentiroso
A verdade deveria ser apenas nossa vontade
Em respeito e consonância