quarta-feira, 7 de outubro de 2020

Carta na garrafa

Definho-me na escrita
não aceito a terceirização de mim mesmo
sou temente a insignificância e sinto muito
aqui me entrego, desconfiado, às telas do meu tempo 
no esforço de palavras que aprendi
deixando secar nas nuvens os meus sentires arrebatadores 
passagens que guardo em alfabeto romano
percepções de toda uma pequeneza unitária de um corpo de 1993 
que perecerá um dia nas terras infernais deste planetinha sem vergonha.