A casa que engole normas
Que faz do filho liso e preocupado
Um homem barbado e sem pretensões
Quando vazia, perturbadora
Quando cheia, ensurdecedora
Perfeita pelos variados tons de risadas
Antro de anseios despojados
Pela alternância de ideologias entre seus frequentadores
Linda em pecar por ser excêntrica demais
Exala o cheiro de quem não se importa
De quem quer e sabe tragar o mel da vida
Pintando de marrom a ponta dos dedos
Suas paredes falam por todos
Manifestam histórias de estados de espíritos inigualáveis
Expressa por completo o que se passa no portãozinho número 96