Por mais que eu possa me vestir, não o farei.
Continuarei em posição fetal.
No meu drama ou em qualquer lugar que eu possa chamar de lar.
Nenhum enfeite me toca.
Nenhuma alternativa é luz.
Da carne que quero fiquei apenas com o cheiro.
Do que é concreto e palpável eu prefiro é o zero.
Meu marco retrógrado.
Atrasado. Que perdeu.
Que nunca teve.
Que por tudo o que possa parecer de ganho, nada tem.
Mudam as drogas.
Mudam as casas, as peles e as experiências.
Nada se prova. Nada posso provar.
O barulho da porta se abrindo é fruto da minha cabeça.