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domingo, 17 de fevereiro de 2013

Feto afeto

Corjas discentes às surpresas bem-vindas.
Heresias que nos fazem falhar.
Você se lembra do último abraço ?
O pai que vai.
A mãe que insiste.
Acalmem-se.

Sei onde estou.
Conscientemente na força gravitacional dos passos que calço.
Sei pisar.
Mas mãe, não sei sobre o fim.
Mas pai, não sei ficar.

O que me pesa jogo fora.
De um lixo luxuoso ao que possuo.
Pobre distância que nos enlouquece.
Moldes que nos enquadram.

É incrível desconhecer-se.
Habitar um corpo sob a sensação de estranheza.

Mas pai.
Mas mãe.
Isso é medo ?

terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

Data nova

Entenda o que corre ao desprezo. Tudo em conceitos, vinculados a seu círculo de tradições. O passado em palavras vitalícias nos confunde. Damos as mãos ao desespero. Abraçamos o nada simbolicamente aos atos aclamados sob circunstâncias vistas. Em palavras fáceis, do outro lado ao meu corpo é que te vejo. Acabaram-se os abraços de um tempo simples. Aos fatos que te levei, lhe vejo distante. Taxados fitinhas engajadores de defeitos socialmente  conturbados, julgadores de status e modelo de convivência. É por ai que você se encontra. Faça seu teatro enquanto puder e aproveite, a queda do palco será o resto de sua vida.