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sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

Sobre o lugar que sentirei saudades

A casa que engole normas
Que faz do filho liso e preocupado
Um homem barbado e sem pretensões

Quando vazia, perturbadora
Quando cheia, ensurdecedora
Perfeita pelos variados tons de risadas

Antro de anseios despojados
Pela alternância de ideologias entre seus frequentadores
Linda em pecar por ser excêntrica demais

Exala o cheiro de quem não se importa
De quem quer e sabe tragar o mel da vida
Pintando de marrom a ponta dos dedos

Suas paredes falam por todos
Manifestam histórias de estados de espíritos inigualáveis
Expressa por completo o que se passa no portãozinho número 96

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