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sábado, 12 de abril de 2014

Saturado de amargo

Por mais que eu tenha fumo pra tragar, não o farei.
Por mais que eu possa me vestir, não o farei. 
Continuarei em posição fetal. 
No meu drama ou em qualquer lugar que eu possa chamar de lar.

Nenhum enfeite me toca.
Nenhuma alternativa é luz.
Da carne que quero fiquei apenas com o cheiro.
Do que é concreto e palpável eu prefiro é o zero.

Meu marco retrógrado.
Atrasado. Que perdeu.
Que nunca teve. 
Que por tudo o que possa parecer de ganho, nada tem.

Mudam as drogas.
Mudam as casas, as peles e as experiências.
Nada se prova. Nada posso provar.
O barulho da porta se abrindo é fruto da minha cabeça.

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