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domingo, 16 de março de 2014

Nau dos brod

Cinco jovens aprendizes dos dizeres do encanto.
Um cigarro de encantarias pra purificar o ambiente.
Alguma bebida que nos faça explanar.
Este é o encontro das almas.

- Eu me lembro muito bem. Nossa, eu era escroto.
- Pois é. É engraçado a forma como o tempo funciona.
- É a vida. A vida tem dessas coisas.
- Me passa o isqueiro, por favor.

Seria um infortúnio de minha parte
dar vazão aos clichês que descravariam o cenário.
Mas é quando o defasado bate à sua porta
implorando para ser lembrado.
Era uma lua muito bonita. Era um céu cheio de estrelas.

São pessoas que nos esbarram.
No ar da graça do vento que vem, do vento que vai.
Nesse eterno intercâmbio de vícios e virtudes.
Nessa louca e irresponsável passagem dos corpos.
Porque amigos vão, mas sempre voltam.

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