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quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

Peso pra papel.

E por muito tempo desejei a morte.
Instantânea, sem aviso.
Flertei com a sorte me enfiando no azar.
Completamente calmo, em prol da transição.

Mas hoje, na metamorfose das experimentações, me reconstruo de conceitos.
Quero ir embora consciente. Experiente em todas as décadas de mortes.
Doutor de todas as horas de espera. Ancião de todos os saberes.
Sagaz, num corpo limitado.

Por dias que terei. Por ares que provarei.
Carcumido, corcunda, quieto e impenetrável.
No silêncio da eternidade, na memória de meu tempo.
Pois já me tranco no meu quarto sem viver os meus fracassos.



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