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domingo, 20 de outubro de 2013

Clara latência

Fale como quiser, agora estou ciente. Concentre seu discurso de desespero em ombros que possam lhe aguentar. Você sabe. Papel enrola fumo, os dedos se trançam estressados.  Você dança como pede a erva. Trago os meus olhos vermelhos, da sujeira que me secou. Trago meu fedor de negro, meu fedor de vagabundo. Foram tempos cantados por todos. Foi o hino dos tempos de altura. A escada incandesceu, resolvi pisar. Adeus nuvem, vou descer.
Braços abertos para possibilidades de experiências. Concreto, em busca de extremos sentidos. De qualquer gosto que possa arder, por qualquer cheiro que possa afastar. Toda estima de bom senso para toda adição possível. São dosagens de perdas que você controlará. São estigmas ignorados que você viverá. A música que toca agora parece ter sido sentida a muito tempo. Não era claro o bastante mas era ela e eu sei disso. Por mim. Por meu velho e bom egoísmo. Por estados que pretendo experimentar. Sigo nessa passagem. Sigo nessa transição. Fecho aqui o livro que abri.


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