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quinta-feira, 31 de outubro de 2013

O homem que controla o tempo

Todas as posses postas em uma balança
contraposta pelo peso de toda a atenção desperdiçada
segundo após segundo
dia após dia
em trapos e pilhas de ambição

Boca que amarga o gosto do que era doce
sedenta por chances
desesperada demais pra esperar
em mais um dia no sofá
mais um jogado fora

A persistência que fere o palpável
nas metáforas sobre dádivas, sobre dons de quem almeja
em tempo contra peso
do esvair em esquecimento
para pairar a tortura em sua forma mais extrema

Mas
vou falando fingido
fingindo que faço
fingindo que sou
porque quero tudo, inclusive o que finjo ser.

domingo, 27 de outubro de 2013

Estou dentro

Dois lados tremem.
Um grito perfeito vindo do céu.
Desespero que bate forte.
Você que sabe como usar, saiba que é pra todo o caminho.

Durma pela pele que esbranquece.
Um de todos, por todos de uma vida.
Individualmente pelo o que puder fazer de errado.
Toque como gênio.

É forte e eu provei para saber.
O meu pra sempre está a três passos de distância.
Inocente, pelo erro que caleja.
Dentro.

Certo, errado.
Tempos de crenças e definições.
Limites que possam completar.
Não há sentido que descrava o que sinto.


domingo, 20 de outubro de 2013

Clara latência

Fale como quiser, agora estou ciente. Concentre seu discurso de desespero em ombros que possam lhe aguentar. Você sabe. Papel enrola fumo, os dedos se trançam estressados.  Você dança como pede a erva. Trago os meus olhos vermelhos, da sujeira que me secou. Trago meu fedor de negro, meu fedor de vagabundo. Foram tempos cantados por todos. Foi o hino dos tempos de altura. A escada incandesceu, resolvi pisar. Adeus nuvem, vou descer.
Braços abertos para possibilidades de experiências. Concreto, em busca de extremos sentidos. De qualquer gosto que possa arder, por qualquer cheiro que possa afastar. Toda estima de bom senso para toda adição possível. São dosagens de perdas que você controlará. São estigmas ignorados que você viverá. A música que toca agora parece ter sido sentida a muito tempo. Não era claro o bastante mas era ela e eu sei disso. Por mim. Por meu velho e bom egoísmo. Por estados que pretendo experimentar. Sigo nessa passagem. Sigo nessa transição. Fecho aqui o livro que abri.