Ocorreu um erro neste gadget

quarta-feira, 17 de abril de 2013

O geral de uma hipocrisia subliminar


Esse nosso "outro lado" aos meios de comunicação considerados alienadores, chamado internet, onde existe um discurso de "liberdade" acerca da escolha do conteúdo de nosso gosto, de certa forma nos prende sim. E muito. A Internet também é usada para alienação ? É claro, assim como qualquer outro veículo de comunicação em massa. Mas quando ? Em qual escala ? O tempo todo, em escala mundial. O pior de tudo é exatamente o discurso de liberdade que este veículo nos promove. Essa nova forma de alienação é fruto de uma escapatória nossa em relação aos tradicionais meios de comunicação. E consegue piorar. Nós é que vamos atrás. Aqui é mais fácil de se conseguir atenção. É um celeiro perfeito, pois além de vermos a continuação da propaganda que nos impõe a uma vida de vícios superficiais, nós mesmos criamos nossa própria propaganda superficial fazendo com que a outra pessoa engula tudo isso.  O mesmo espaço que usamos para desfrutar de uma imagem de revolta é o mesmo em que queremos transparecer nossas qualidades, num atropelamento de tudo o que temos de ruim. Ah mas é claro, se existe a possibilidade utópica de sermos perfeitos obviamente vamos aproveita-la, e foda-se o que tivermos que fazer para  transparecer o quanto somos perfeitos. Isso aqui é um sonho. Somos a geração revolucionária de clicadores exibicionistas. Não digo isso sob total convicção dos fatos, liberdade é liberdade. Onde um caga o outro se limpa, mas, meras exceções.
Tudo e principalmente a tv, nos transformou em um esgoto. Somos educados para a busca da mesma saciação de escatologia que o tão "distante e atrasado" tempo dos picos rotineiros de audiência televisiva praticava. Aquilo que é pretexto pra nos ocupar é o excremento de ridicularidade que nos prende em frente a uma tela. Sem hipocrisia, estamos todos, na medida do possível agindo sob determinada alienação. É coisa de ser humano porra.

sábado, 13 de abril de 2013

Minhas apologias

Sua face em movimentos de falácia.
Sua auto-opressão é convívio com o supor.
A merda expurga em forma de palavras que saem de sua cabeça.
Você não pode me enxergar.

Mexa-se alheio, puramente em toda força de ódio.
Deite-se com o peso do mundo em suas costas.
O passo que lhe bloqueia ao próximo lado
desdém de sua própria insegurança.

Sua cabeça fraca quer falar.
Sua cabeça é fraca e quer falar.
Conserva, priva.
Ecoa gasoso ao trago,
efeito de vossa podridão.

Assente-se ao espaço que lhe remete,
permanecendo do outro lado do que lhe faz.
Inveje a nós felizes.
Você não difere.

Ó sinapse interrompida.

domingo, 7 de abril de 2013

Porta fechada

Aqui ?
Meu chão terra é de pixe.
Meu ar mãe é de fumaça.
Esse meu cheiro é essência câncer.

A casa, a rua.
Alicerce, podridão.
Quando por gosto buscamos a distância do lar.
Quando por desgosto o caminho para o lar é tido como volta.

Não sou poeta.
Não sou artista.
Nunca fui rei.
Nunca fui santo.

Volto sempre, pela tentativa que falhou.
Existindo e querendo o viver.
Aqui ?
Sim, pode ser.
Vou ficar por aqui mesmo.