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quarta-feira, 20 de março de 2013

Muro branco

Aonde está o que eu havia escrito ?

O amigo levou.
A sombra companheira presente em disfunções,
pelos passos entorpecidos sorrateiramente.
É chão.

O fúnebre cuspido de seus olhos
me mostra o quão longe você foi.
É admirável ver seu corpo caminhando por conta própria.
É abominável ver que essa sua caminhada é para baixo.

E o que é que eu havia escrito ?
O muro é branco, vazio por conta própria.



Um comentário:

  1. Ecos (o primeiro)

    Olhe ao seu redor, e relate-me o que sente, se não sentir se à vontade em descrever seu espaço, eu posso começar. Estou no meu quarto sentindo sua falta, acredite se tiver estômago, mas não te amo mais, só sinto falta do seu corpo frio. Estou no meu quarto para escrever um adeus para minha família ou para meu eu lírico que em breve morrerá assim que eu desligar esse computador, não queria tirar sua vida, contudo sou meio que obrigado entende? Não é confusão da minha cabeça, no meu quarto lúgubre e sombrio é que tenho os sonhos eróticos que no final me causam náuseas, quando te vi imóvel naquela pedra, ali sim eu me apaixonei por que você era de verdade, apenas uma carcaça, nua e sem respeito por ninguém, todos ao seu redor, sentiam pena, isso me fortaleceu e me fez abrir os olhos pra uma vida ao seu lado, claro que você sem vida e eu vivo para de novo pedir que me relate o que sente agora? Existe algo após a morte? O seu silêncio é minha resposta. Não, você simplesmente não existe mais, não existe gritos, sussurros, beijos ou abraços apenas um amontoado em um necrotério qualquer de um ser que no passado tentou e fingiu me amar, sobrou disso tudo matéria sem consciência, pelo jeito nem Deus que sempre suportou suas loucuras, não te quer ao lado dele. Será que no inferno? Acho que não, o senhor das profundezas, prefere algo mais diabólico do que uma alma patética como a sua. Chego à uma conclusão, você morreu, para sempre, sua alma não existe, sua consciência se dissipou no nada e hoje lá pelas seis da tarde eu vi seu caixão ser engolido pelas profundezas de uma cova, ao lado de familiares, e do que você acreditava ser seus amigos. Mas se você não existe mais, pra quem escrevo agora? Eu faço essa mensagem pra mim, me deixando mais forte e viril, obrigado por ter me ensinado tamanha frieza meu amor, meu morto e lindo amor.

    Eric Cruz

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