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sexta-feira, 28 de setembro de 2012

Backspace

Parou próximo,
distante de sanidade.
Desconhecido de tal dom.

Eleva o ego,
agora estranho, artificial e normal.
Não entendem a sombra.
Nunca entenderam a sombra.

Sou estranho,
da tribo dos comuns.
Da tribo dos normais.
Persistência ao fervor de pensamento menosprezado.

Toca piano.
Ele caiu.
Caiu dois.
Relógios morreram.
O tempo esfarelou.

Por aqui muitos passam.
Impressionam determinada platéia,
cantam do mesmo coro.
Cabeças ancoradas na passividade pronta e acomodada, aplaudem.
Artistas ideais formados no credo vazio e mal-trabalhado
 do estar apenas momentaneamente.

De acordo com o que se preza.
Convicto de veracidade.
Não era e sempre estarão errados.
E pelas mãos que passaram por seu rosto,
tudo acabará na saudade do ontem.

Chora coro.
Esqueça logo mais.
Da terra, pela terra.
Ao chão pertenço e lá estarei.

Dons ficarão,
igualmente aos ossos que hoje me sustentam.
Por pior que transpareça ser minha essência.

O muito será pouco.
O mais será preciso.
O sempre será breve.
O nunca será sólido.

Aos cérebros que alimentei,
estive digno ao quão me dediquei.
Insisti, persisti, acreditei.

Orgulhar-se do quadrado asfixiante.
O meio envolvente e traiçoeiro.
Passei batido.

A sombra do manejo esperado, talvez eu não tenha sido.
Cresci torto ao reto do desejo.
Curvado pelo peso de bom senso.
Aclamado pelo mísero mal intencionado.
Mas fui.

No intenso eterno permanecerei.

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