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quinta-feira, 19 de julho de 2012

Likosh

Treme meu sangue. Ferido ardente, tenho vergonha de expor. Sobe irônico, engana nossa face. Os olhos corroem cores ao tentar dispor dos sentidos. Caminho de um jeito estranho. Envergo a cada curva falsa, caio a cada buraco inexistente. Meu pai grita em meus ouvidos. Estou diante de minhas últimas chances, estou pisando em qualquer valor que tentaram me ensinar. "Pai, cuida de mim". Exatamente, disse isso a ele enquanto sangrava. Hoje, cicatrizado. Ciente de minhas mãos, ajo de uma forma jamais esperada. Este canto novamente é a causa da minha insônia. O cigarro que fumo é mal visto por mal cheiro, por câncer, por fraqueza em acharem que viverão para sempre. Se não quiserem ficar em minha casa, que saiam agora. Não estou aqui para servir frescuras. Morrerei distante, partido no que chamam de desgraça, bêbado de realismo pessimista. Fui verdade. Fui certeza. Ficarão minhas palavras. Confie nelas.

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