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segunda-feira, 30 de julho de 2012

Rumo

Agi contra suspeitas de minha própria falação. Preso aos pais, sufocado na ideia de partir. Devo uma explicação, um motivo aceitável aos que pagam pelo lar que usufruo. Qualquer justificativa não é justa a vontade de simplesmente ir.
Em cantos distintos do mundo, denominam nacionalidades. Nos selecionam em um padrão determinado, caracterizado por fala, costumes e aparência física. Aleatoriamente, encaixado em um grupo, você é jugado da maneira coerente sob forças administradoras de um todo. Nunca me senti a vontade em dizer que pertenço a tal nação, pelo fato de que até a realidade de nação é usada para pensamentos formados.
 Pertenço ao mundo. Pertenço aos cantos que desconheço. Pertenço ao mar que nunca nadei. Pertenço ao nada de um deserto. Pertenço ao gelo do extremo sul. Pertenço a todos os possíveis cantos. Pertenço inclusive a nações das quais dizem que não pertenço.
Saia do mesmo sempre.

"Ao infinito e além"

terça-feira, 24 de julho de 2012

Jhor

Instante submisso. Coragem em me dizer o que é. Olhe e ria. Soa engraçado o quanto lhe parece estranho. Ria do que não é seu, aproveite. Esconda com toda a coragem que lhe falta. A marca "trauma". Um estalo, nossa percepção. Um movimento, nossa repulsa.
Os olhos captam de uma maneira pessoal. O cérebro entenderá a não normalidade. Nossa sina social fará a boca espulgar algo a favor do conjunto. O consenso de que aquilo não parece bonito. A rodinha dos que falam, haverá sempre. Formadas em merda sonora, escritas no pior do que não era intencional. Enxergue além. Não é tão simples. Trema assumidamente. Seja brusco, quebrando idéias. Paire em si e sinta. O simples espasmo é expressão do corpo, igual ao movimento de sua respiração. Engraçado não é rir. Engraçado é a ironia de nossa ignorância. Aquilo, estranho como é, grita algo. Nós é que não entendemos.

domingo, 22 de julho de 2012

Impaciência


Silêncio ao que tenta me calar. Queimo em agonia a qualquer milimetro do que tenta me sobrepor. Não é ganância ou qualquer semelhança com a ausência de humildade. Sei reconhecer o que é certo e melhor. Mantenho o incrível tato a todo canto que conheço. Confesso que erro, pelo novo que passa a exercer o que não conhece. Quando firmo uma resposta, não me peça pra parar, não me peça para ir.
Trememos inconscientemente. Beiramos o ápice desconhecido. Furiosamente explode o sangue ardente de nossas cabeças. Ah, sim, descontrolamos nossas forças.
" Vá pra sua caverna. Congele, livre-se de tudo. Escorregue, relaxe". Palavras domadoras atingem os sentidos. É a luta de uma força maior contra os modos defendidos. E antes de qualquer fato em ato, somente não me chame. Somente me esqueça.

quinta-feira, 19 de julho de 2012

Peito Bordado

Sou herdeiro da junção. Cai enfraquecido. De joelhos sobre a terra bastarda. Endureça. Escorre lágrima, diga adeus. Não tenha vergonha. É nosso fim. Início ao nada, fato de um tudo. Estoure tímpanos resistentes a tal decisão.Estamos gritando a história medíocre de nossos fatos. Pés rachados, mãos calejadas, punhos enfraquecidos. Carregam nossos nomes, confundindo com qualquer noção real. Eu grito novamente. Ouçam meus relatos, vejam minhas inspirações. Jónsi sabe o que digo, ele faz parte. É o novo que resiste. Cairão em desgraça sob qualquer feição determinada por conceito. Ergueremos pontes com outras dimensões. Pintaremos de ouro qualquer dose de tristeza escurecida por medo. Pisaremos em corpos mutilados resistentes pela utopia. Em meu peito, bordo agora o escudo pós vida.

Droslok

Olá. estou no infinito. Você vê cores que exerço. Respira do que mando. Covardes comuns. Encolhem diante de qualquer parâmetro. Eu disse sim. Lhe disse sempre. Escorre aquilo que peço. Vocês buscarão em meu nome, pobremente iludidos pela lógica do que dizem ser racional. Sou sua aparição. A voz que manda em seus sentidos. Caminhe sobre meu manto, vista o preto do que mato. Esfaqueie vozes iguais. Devo ser único em seu cérebro. A doença em uma cabeça estranha. Os mal vistos por um bando de iguais. Não se preocupe, sou a arte esquizofrênica. Você é um de nós, não estou aqui atoa. Estou diante de suas pupilas amedrontadas pois sou carne. Grave em sua pele, "queimaremos por igual".

Saronj

Encolhe minhas costas depressivamente. Queima memórias do agora pensante. Não pensei em dizer talvez, agi irracionalmente no presente constante. Caímos, nos quebramos em várias partes. Nostalgia de uma volta intolerante, impaciente que nunca diz sim. Ela nos nega qualquer chance. Preciso retomar, preciso me erguer. Meu show é gratuito, assistam os espertos. Cavalgue meu vermelho, vá longe, bem fundo. Volte no mais fundo que puder. É a falta, abstinência de um motivo. Dói não ter. Dói não viver no agora. Presencio o abate memorável. Era em tal dia, vocês me viram. Eu sorria, verdadeiramente. Uma pena. Repito, dói no agora, pois sinto a ausência de uma forma nostálgica.

Likosh

Treme meu sangue. Ferido ardente, tenho vergonha de expor. Sobe irônico, engana nossa face. Os olhos corroem cores ao tentar dispor dos sentidos. Caminho de um jeito estranho. Envergo a cada curva falsa, caio a cada buraco inexistente. Meu pai grita em meus ouvidos. Estou diante de minhas últimas chances, estou pisando em qualquer valor que tentaram me ensinar. "Pai, cuida de mim". Exatamente, disse isso a ele enquanto sangrava. Hoje, cicatrizado. Ciente de minhas mãos, ajo de uma forma jamais esperada. Este canto novamente é a causa da minha insônia. O cigarro que fumo é mal visto por mal cheiro, por câncer, por fraqueza em acharem que viverão para sempre. Se não quiserem ficar em minha casa, que saiam agora. Não estou aqui para servir frescuras. Morrerei distante, partido no que chamam de desgraça, bêbado de realismo pessimista. Fui verdade. Fui certeza. Ficarão minhas palavras. Confie nelas.

domingo, 15 de julho de 2012

Cafalopoba

O relógio que me aponte a distorção. O caminho que cresça em meus olhos. Buscamos outro lado, algo dispersante aos nossos costumes. Estou em outra casa, avise em meu lar. Queria vê-lo presente a minha mão. Faz frio, o vento quebra minha cara. Machadadas de força nos deitam em hipotermia. Não diga o que quero ouvir, não faça o que eu quero que faça, não fique ao meu lado.  Me acomodo diante de sua presença. Sozinho  enlouqueço por mim mesmo, em minha própria cabeça e somente. Vou, criarei, partirei, sentirei. Ah, e não se esqueça de nunca prender-se ao que não seja você mesmo. Favoreça o inexplicável.