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domingo, 25 de março de 2012

Ela fútil

Manequim forçado.
Caráter forjado.
Aos cegos de instante
o único visado.

Passos de galope.
Passos ciscados.
Algo reluzente em atração.
Algo caro por satisfação.
Prazer em ter o tudo,
Ironia por tal tudo não ser nada.

Não atrai.
Não fascina.
Tão normal e tão ruim.
No rosa ou no caro,
é medíocre e clichê.
E pelo preço que for
é valor por um papel.

Fora de casa,
nos passos gêmeos da rotina acéfala.
Por quanto custou, no quanto nada tal rotina sempre é.

Gira e permanece.
Permanece e gira novamente.
O bando é crescente,
fantasiado de bonito.
Cai a marca.
Troca a moda.
Fica a bosta.
Não importa.

Convicção enganada tem a massa alienada.
O nome estampa.
Engana sobre o ser original.
No fim das contas simplesmente foi um nome,
abstrato e criado com propósito.
Propósito de fazer trouxa.
Escravas de pano.
Induzidas, burras e tão comuns.

sexta-feira, 9 de março de 2012

Tudo

Quem disse que as formigas não são racionais ?

Nós roubamos todo o espaço privilegiado existente. Nos apropriamos de cada grão, gota e molécula. Nos denominamos racionais responsáveis por um todo. Compramos e vendemos água. Compramos e vendemos árvores. Compramos e vendemos inclusive outros seres.
"Ah não, o ser humano pensa."
Nos sobrepomos exatamente a tudo, de uma maneira egoísta. Roubamos o espaço, roubamos o tempo, roubamos o direito de ser.
Pequenas proporções de nosso bando usam do meio que nos diferencia para 'igualar' o lado ímpar que impusemos. Pequenas proporções. Insuficiente.
O irônico de tudo é que enquanto os dominados exercem instintos de sobrevivência, praticando um ciclo natural, sem nenhum outro interesse explícito a não ser o de sobreviver, nós, dominadores egoístas, possessivos e reclamões, tornamos o instinto da sobrevivência algo totalmente secundário, menos importante que a ambição por um pedaço de papel.

quinta-feira, 1 de março de 2012

Copo d'água

"Caros amigos. Me desculpem, mas vocês não são o que estamos procurando."

Tudo bem. A culpa foi minha por ter fantasiado o improvável. É um alvo que miramos, e olha que esse foi somente o primeiro tiro. Entendo leitores entediados, mas escrevo tudo isso como forma de desabafo, então só queria explicar: Existe o medo e a covardia, e existe o seu sonho.
O medo e a covardia lhe permite ao menosprezo, ficando sempre abaixo e travado. Esse medo é complexo. Você quer ser, mas está impedido. Impedido por uma tarja psicológica e retardada, criada a partir de absolutamente nada. A covardia é o conformismo com a situação. Você sabe de sua explosão, sabe até como atingir, mas não acende. É fajuto diante do espelho. Não é, por preocupar-se tanto em ser, como ser, que não torna a ser nada.
O sonho funciona como uma regra. Você a segue, você a quebra. É totalmente pessoal. Nós nunca estamos dispostos a ouvir e tratar do sonho alheio. Talvez seja pelo grande número de adeptos sem culpa.
Pense o contrário, mas, quem não segue em busca de um sonho, caminha em direção ao vazio. Não faz sentido.