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quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Anjo caído

Uhul! Corre, tropeça, cai, cospe, que se foda, olhar pro lado, clamar atenção, esperar, ficar embriagado, drogar-se. Tchadã, de repente... Ops, você está encrencado rapaz. Muito encrencado. Confusão perigosa, apego espontâneo. De onde você saiu ? De onde tirou essa faca que consegue ameaçar ? É horrível admitir tal domínio. Era incrível minha sorte em conseguir coisas, fatos e momentos. Geralmente eu exercia de maneira inteligente atos que me conduzissem a prazeres planejados, mas hoje tudo reverteu-se. Me preocupo sobre você estar usando toda essa situação de maneira estratégica, pra no final, é claro, o final acontecer de uma forma comum.
Ninguém se importa. Particularmente, eu não quero saber o que todos vocês sentem, mas admito que passando a fazer parte do time, comecei a entender o desespero antecipado. É pessoal, complicado, confuso pelo fato de tudo parecer um filme. Bom demais pra ser verdade. Hoje, pelo menos ainda tenho a possibilidade de escrever que o melhor está pairando. Estou conseguindo inalar o ápice, você me trouxe o sabor que faltava. Por favor, congele-se no meu mundo.

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

We die young

Ferro forjado, a falsidade enferrujou. Uma mancha permanente que transmita um suspense equivalente. É incrível como somos cegos. Essa compulsão insistente de nos taxar blindados aos fatos, é uma espécie de arrogância totalmente inútil. Acontece, vai acontecer. Segura o cu porque todo mundo roda. Ruim mesmo é quando caímos aleatoriamente, vítimas do ocorrido.
Ah, é claro. Não sei de onde tiro sorte. Essa brincadeira de arriscar ainda vai me custar caro, se bem que essa é a graça da vida. Morrer seria importante, e eu não me preocupo com circunstâncias importantes ou heroicas. O desfecho físico faz parte do mental, aceitem. Essa é nossa única certeza. Mas admito, sentir tal sensação é desesperador. Nós precisamos, mas não queremos.

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

O Ar

Você vai ler isso, eu sei. Eu precisaria do seu aval de certificação qualificativa por serviços amorosos. Eu costumo ser assim, entrar de cabeça, e por qualquer insatisfação me sentir mal. É que isso tudo dói como o fogo do inferno. Doar-se através do seu melhor, pra no fim ser a mesma merda clichê. É incrível como eu me ergo pra centímetros de esperança. O ego que me definia morreu, até meus amigos criaram meios prazerosos. Eu me abdiquei do mal e ninguém acredita. É fácil julgar por um erro, foda mesmo é seguir se contorcendo com o erro em sua frente por uma palavra que você mesmo cuspiu em sua cabeça.
Eu falo por mim, e por todos que não possuem coragem em romper a barreira do real, e partir pro lado espiritual da crença. Sentir na pele enche o saco. Perder tudo é perigoso, são dois caminhos a partir disso: Uma reconstrução geral que inclui ego moralmente qualificado, com prazeres físicos dignos de serem expostos em uma mesa de bar, pois precisamos nos vangloriar. Ou então, o passo mais corajoso, ditando cautelosamente os centímetros de uma decisão ( você não quis ser esquecido, você foi rei, mas o rei caiu ) friamente tomada. Isso é viver, isso é amar, isso é morrer.
Vivendo de uma forma empurrada com o saco, morrendo heroicamente por um peito pulsante. Não importa, nunca será o bastante.

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Uma Rosa

Como um soco no mundo o laço simples fez unir. Nada extravagante, nada de extraordinário. Ela só quis viver o comum da vida esquecida. Ambições morreram por ela ter escolhido o amor. Abdicou-se de qualquer outra vida pela fé em um marido, pela esperança nos filhos e pela gratidão aos pais. Ah, é claro, seu Deus corria forte em seu sangue. Pra ela era como uma espécie de combustível.
Dia após dia, na calma de anos monótonos, viu a vida exercer o tempo. Foram-se os filhos lhe restando o fim dos tempos com o marido.
Ops, um engano, o fim não era agora. Chegou Larissa, a filha que surpreendeu. E lá vai Rosa com mais uma cria. Uma nostalgia real. Alegria pela casa, era isso que faltava. Larissa trouxe sorrisos antigos a tanto esquecidos.
O tempo seguiu com seu trabalho. Aquele papo de se preocupar com a saúde passou batido e esse foi o erro. O diagnóstico tardio pro crescimento de células desordenadas em sua cabeça nos fez iniciar a dura contagem regressiva. E que regressão maldita.
Os espinhos de rosa machucaram à todos. E das nove flores no jardim, será Rosa a primeira a murchar.

É complicado admitir, mas em questão de dias minha tia morrerá. Esse texto é pra ela.