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segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Jetully

Olhe pra mim agora
Olhe pra mim agora
Eu sou real
Eu sou sua mente
Eu sou sua dor
Eu sou seu medo
Olhe pra mim agora

domingo, 14 de agosto de 2011

Sonhos

Falar disso é tocar numa ferida ou literalmente adubar alguma esperança. Costumamos passar a maior parte dos nossos dias nos desgastando em coisas que odiamos numa rotina cansativa e entediante. Nos prendemos perdidamente em matérias que não somam nada em nossas vidas, ostentamos buracos vazios cegamente exibidos com uma tarja de glória e honra. É aquele clichê verídico de que "nem tudo o que reluz é ouro".
Acomodações preguiçosas, dramas exagerados e injustos, menosprezo consigo mesmo, o orgulho passando dos limites nos trazendo ódio e aversão. Tudo isso são descontroles que nos fazem perder momentos de liberdade que jamais serão esquecidos. É a mente fraca fodendo a esperança, são desistências cagando em uma história, e por fim, nossa covardia nos levando a um infarto comum e qualquer, derivado de caminhos indesejados que exterminaram todas as vozes que gritaram desesperadamente em nossas cabeças.

Costumamos querer demais pro pouco que realmente é necessário. Exageramos muito nessa dose quando na realidade, só nos bastava ser. Existe um leão dentro de nossas cabeças e pra esse leão nós temos duas opções: Domá-lo, dando ao mundo uma mente a mais pra controlarem, e libertá-lo, dando a nós mesmos a chance seguir em frente evoluindo.

Prefiro deixar minha vontade me matar do que deixá-la morrer. Eu vou seguir, tentar e errar. Não preciso da sua falta de fé pra alcançar. Vai ser assim pra sempre.

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Hatinsi

Era verde e vinha caminhando desengonçadamente. Eu estava confuso mas vi os olhos brilharem pois um feitiço os protegia de qualquer disparo automático. Aquelas tardes que passei frente à tv serviram finalmente pra algo, quando tive que partir pra "manualidade" dos contatos. Sua força suprema de um garoto rejeitado na sede de vingança me envolvia, mas consegui me abstrair da dor. Duvidosamente quebrei sua cabeça de barro. Eu não queria ter feito. Tarde demais.

terça-feira, 9 de agosto de 2011

Dufiny

Não me importo com seu câncer.
Não me preocupo com seus olhos.
Não existo pra sua dor.
Vá bater em outra porta
pois não quero seu amor.


segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Lemuel

É estranho você se sentir um nada por alguém que é julgado um nada. Um bom cigarro, bebida e roupa cara, atitudes planejadas que buscam atenção. Nós somos assim, extravagantes e orgulhosos, fúteis em um determinado padrão de vida que criamos. O bem estar que nos acomoda cria vínculos viciosos com coisas supérfluas, coisas desnecessárias que passamos a desfrutar de uma maneira acomodada num sistema de vida egoísta e hipócrita. Por mais que tentemos o contrário, diariamente mesmo que inocentemente, comportamentos hipócritas são cagados no rosto dos outros. Queremos o bom e o melhor, não aceitamos com agrado o que não se encaixa num determinado modelo de perfeição. Preconceito guardado pela vergonha do que talvez não seja suficiente à nossa ambição. Saímos de casa buscando embriaguez ou alguma sensação alucinógena. Somos um perfil de status preocupado em demonstrar belas aparências.

Despercebidamente, taxamos à lixo corpos semelhantes. Talvez pelo que você diz ser questão de higiene, ou por os considerar vagabundos e bêbados, ou somente pela sua repulsa preconceituosa. Todo aquele mal cheiro exala o aroma do mundo que criamos, do chão que cuspimos, da fumaça do carro que nos causa orgasmos, ou do lixo que a pouco tempo era algo útil nas mãos de quem pagou pra tê-lo. É tão estranho perceber o valor de alguém que se desvencilhou, abdicou-se de bens materiais pra rastejar feito uma lombriga corrosiva e doente pelo chão que privamos por classes sociais, vivendo a Deus dará numa vida por instintos que matem sua fome. É automático um pensamento negativo no momento em que batemos o olho em alguém que mendiga dinheiro pra comer, beber ou se drogar. Esse egoísmo é o que nos evita de um espelho justo, o qual mostraria a verdade que raramente nos damos conta: Somos a mesma espécie de animal.

Lemuel foi um mendigo que conheci. Ele me confessou ter perdido a vontade de viver. Lemuel ficou preso 17 anos por decepar o estuprador de sua irmã que era portadora de síndrome de Down. Hoje o mundo o evita, sua família lhe nega e as drogas o matam. Mas isso é irrelevante, afinal, a vida miserável que não temos não importa.