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quarta-feira, 6 de julho de 2011

Inpytiment

Olhe pra mim.
Este não sou eu.
Aquele qual é feito de pedaços desprezados
jogado contra a fé.
Nasci no nada e vou de encontro ao mundo.

Engano,
pois a carne em que vivo se nega por dor.
Estranho,
pois o quente que me faz queima em brasa todo medo.

E mentem, eu iria conseguir.
E cospem, tão bem feitas, citações do que seremos.

Distinto, igual, livre.
Palavras nossas, confundido a nós mesmos.

Você não me escuta,
pois lhe chamo toda noite.
Você não me sente,
pois lhe peço toda noite.
Você não existe,
pois lhe nego por mim mesmo.

Deixados rumo ao fim,
matando meros iguais.
Doutrinas suicidas,
onde o certo não importa.
Um tiro ao alto pelos fracos que caíram.
Fodendo o nosso, esquecido, deixado de lado.

Palavras nossas, confundido a nós mesmos.

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