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terça-feira, 28 de junho de 2011

Abstinência

A luz de um túnel cada vez mais estreito
ilumina agora somente minhas mãos.
Rasgos pessoais por vitrines superficiais.
Fumaça e liberdade,
tragadas por desleixo.

A cada risada um certo desespero.
O medo em machucar,
pela vontade em prosseguir.

É aquele peso que atrapalha.
É experiência morta por não ter me feito bem.
Ensinou-me a ser escravo,
ter vergonha por ter feito.
Mas aqui ao meu encontro,
nada tem me satisfeito.

Diferença pisada por meros semelhantes.
Sensação distinta prisioneira e agoniante.
Os passos tremem de incerteza.
Tenho medo do que fui,
e incerteza porque fui.

Minha renúncia voluntária
ao qual chamei de necessário,
me traz fome de saudade
do taxado, do vazio.

Faz bem, faz mal.
Mãos aflitas pela minha abstinência.

terça-feira, 7 de junho de 2011

Unacina

Esperar o fim do dia.
Esperar o dia seguinte.
Esperar novamente.
Esperar, esperar.

O que é perfeito ?
Queremos corpos moldados,
ou qualquer artificialismo irônico visível a um espelho.
Todo perfeito sempre tão distante.

Alusões vagas, impossíveis.
Desdenhar do realismo maltratado.
O qual julgamos insuficiente,
e ao mesmo tempo sonhado por muitos.
Injusto. Muito injusto.

Braços curvos, curtos e frágeis.
Não carregamos o necessário.
A origem do final já esperado,
mísero e esquecido.
Até Deus nos abandonou.

Monótono e aceito.
Calmo e escravo.
O fim chega com o tempo.
E assim leva um, dois, milhões.

" Escravos do mundo, perdidos por tempo e cegos por um futuro melhor do qual jamais terão. Aquela velha história de fé em Deus, da crença alienada em um livro. Uma esperança eterna, mas somente esperança. O câncer que lhe roubou rezas foi o mesmo que te matou. "