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quinta-feira, 26 de maio de 2011

Khornisys

Como um zíper em sua pele,
o punho prata crava agora.
Escorreu e era comum.
Senti o gosto do seu sangue
até me embriagar.

Que o veneno de suas veias me entorpeça
igualmente a droga que me encorajou.
E que sua carne tão macia adoce o fedor da minha boca.

Preto breu ou argila intocada.
Uma tela vazia, uma mente farta.
A explosão inesperada.
Julgue minha boca sincera,
mas agradeça pelos tapinhas falsos que não dei em suas costas.

Desnecessário transtornado,
planejado e proposital.
Vocês sabem disso, sabem de tudo.
Só lhes resta coragem, bando de covarde.

Mas eu cravei e vou além.
Quero descobrir o que tem dentro de você.
Poder lamber seu cérebro, acariciar seu pâncreas.
E é claro,
descobrir se você realmente possui um coração.

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