Ocorreu um erro neste gadget

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Aludicito

Despertou cedo. Contrapondo o próprio corpo.
Meses de cansaço aparentes por sua curvada coluna.
Vocabulário indiferente. Vítima de convivência.
Perdeu até a timidez.

Mentalmente um assassino.
Passos de angústia, desespero em quem tornou-se.
Ele já não pensava. Ele já não amava.
Nada sentia. Por nada chorava.

A auto-decepção paga por um salário de merda.
Vendeu seus sonhos, aniquilou suas ambições.
Nunca mais haveria de aclamar o tempo todo de um dia,
só queria o ver terminar.

E assim foi-se.
Dias, Meses, anos.
Quando finalmente conseguiu chorar,
culpou sua fraqueza pela bala que estouraria sua cabeça.

domingo, 20 de fevereiro de 2011

Sullivan

Doses de etanol mal induzidas juntamente a seu diazepam.
Sonhos, amigos, familiares; o que ditava suas baquetas. Sua arte em ser o mais alegre, prometer o imprevisível, deixando levar-se a vida de realizações, alcançando a grandeza sempre invejada.

Jimmy, The Rev, o irmão, o melhor.
Disse não passar dos 30. Não passou. Disse entrar pra história da música. Entrou. Intensidade em seus risos. Ele sabia de sua grandeza, sabia da mudança que causara em milhões de adolescentes.
O desespero em cada trecho de sua voz.

Sua nobreza em ser ídolo, não me permite lhe definir. Quero dizer que sinto sua falta. Sentimos. Morremos por ti, a cada segundo de Avenged.
Desculpe cara, de tão grande que foi, não consigo lhe descrever.

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Indiferentes

A humildade em não ser grande,
a cada praça de desgosto.
Ironia de uma vida,
Sofrimento próprio aceito.

Putas de um mundo.
Escravos de rotina.
Pobres de alma.
Ausentes de ambição.

O mundo pisa em seus sonhos,
mal fazendo seus direitos.
Corre o tempo, morre a carne.
Um ninguém você vai ser.

Sociedade de desgostos.
Preguiçosos por prazer.
Sorria amargamente ao seu nada,
por sua indiferença em viver.

Despercebidos morrem,
por nem a pena lhe valer.

domingo, 13 de fevereiro de 2011

Zero

Egoísmo. Talvez isso. Senhores de idade a beira da morte, com lembranças amargas de uma vida hipócrita, moldada aos modos de um povo. Lamentarão eternamente a covardia por não terem sido egoístas. O tempo é inocente. É uma questão de frieza. Enxergo somente meus pés, que rasgam o chão sem temer ao que é desconhecido. O molde está pronto e intacto a novas reformas. A calma em prosseguir sem nexo é o que nos faz manter o controle. Vontades próprias, portas fechadas.É desgosto, é tabu. Um metro quadrado de alma que não pode ser tocada. Carne de anacronismo, de um corpo sem sentido que é legítimo mas não está ultrapassado. Nunca esqueci, não tenho raízes, não tenho planos . Minhas sinceras desculpas a quem não sente reciprocidade. Estou em linha reta, em um caminho diferente. Sou de agora, sou vontade.

O mundo é dos egoístas.

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Pai nosso

Pai nosso.
Tua vontade idolatram sem ao menos conhecê-la.
Bebem do teu sangue,
comem do teu corpo.
Vivem por teu nome
mas os vejo morrer esquecidos.

Minha negação ao que não sinto.
E me desculpe,
mas não tenho lhe sentido.
Um peito vazio.
Uma vida sem fé.

Meu mestre,
as coisas estão a piorar.
O luto diário por falência,
quedas de mal gosto em tentação.
Querem vingar cada gota.

Orei por cura e pela glória.
Pedi por bem, mas tudo em vão.

Discípulos armados
sangraram nossa história.
Sempre a velha hipocrisia,
pelas regras em lhe aceitar.

Obrigado por morrer à nós.
Mas, pai nosso
nós o abandonamos.