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sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Dois mil e dez

Éramos cautelosos,
devido ao incerto.
O início inseguro.
O grito preso em nossos peitos.

A responsabilidade por um todo.
Nossa obrigação ao melhor.
O peso de nossas vontades,
contraposto ao peso de nossas obrigações.

A seguir veio de tudo.
Vidas criadas em vidas.
Caminhos distantes aos que traçamos.
Ser ilícito.
Ser um nada.
De tudo fomos, em tudo.
Aconteceu.

Insanidade aliviadora.
Prezadas noites de impulso.
Em cada tropeço,
um gole e um cigarro.
Porres de alegria.
Pesares de erros.
Cicatrizes inconseqüentes.
Todas conseqüências.

Ressalto o mais simples.
Amor de irmão/amigo.
Um novo Kharma,
nossas conquistas.
Não fomos de alma pequena.

Minha lamentação devido ao fim.
Porém, Agora.
A nova vida nos espera,
junto aos tapas que o mundo nos dará.

Com todos os defeitos,
2010 foi perfeito.

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Irreverente igual

Você se lembra,
dos dias em que tentamos ?
Você se lembra do tempo,
em que o tempo era o mesmo ?

Independente a tudo o que passou.
Continuamos.
Falidos por moral própria.
Decadentes em buscas mal-sucedidas.
Somos a carne fraca,
que cede a tentações.

Pensar em um melhor.
Agir pelo pior.
Andamos em círculo,
contornado nossa fraqueza.

A sina de espera,
em surgir uma ascenção.
O comodismo podre,
indiferente sempre e sempre.
Quando apanhamos,
prometemos algo novo.
Mas apanhamos tanto,
que nem lembramos o que prometemos.

Nosso medo.
Medo em ter coragem.
O movimento de uma mão,
na ação em ser covarde.

Velho mundo.
Sempre igual.
Somos impulso,
no ato de um corpo avulso.

O que achamos,
radicalmente nada igual ao que pensamos.
Nosso dom em não ter dom.

Tudo volta.

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

Infeliz Natal

Conspiração comercial,
verdadeiramente aclamando
ao espírito capitalista.
Não se mede esforços,
na busca pelo supérfluo.

Comemoram Cristo ?
Dizem ser o nascimento de alguém.
E alucinam-se por todo o mundo,
festejando, mesmo com a incerteza desse alguém ter existido.

Dê presentes.
Agrade ao mundo Microsoft,
ao astro Coca-Cola,
a constelação Apple.
Movimente essa galáxia
da qual nos tornamos cada vez mais dependentes.

Crianças iludidas.
Na esperança de um brinquedo.
Tenho pena das pobres,
que crêem em um gordo vestido de vermelho.
A verdade é mais baixa.
Seu pai não tem dinheiro.
Você não ganhará.

A mania de julgar,
pressionada ao tal de "espírito natalino".
Maneiras tradicionais,
na qual devemos nos comportar.
Novamente atingem nossos instintos,
buscando impor uma forma de sermos.

Sou livre e odeio a conspiração natalina.

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

7 dias

A complexidade em tornar perfeito,
tão simples por estarmos juntos.

O passado inexistiu,
por constante ser nosso presente.
Defeitos eram irrelevantes,
em nossa sede de convívio.

Nada egocêntrico.
Nada de egoísmo.
Amor, amor de irmão.

Nasceu em uma apreensão.
Cresceu em nossas vontades.
Morreu então, sendo hoje memórias.
De volta a nossa realidade,
a dor em não poder reviver.

Dias de risos.
Dias de choros.
Os melhores.

Fomos 13,
em uma mesma alma.

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Boa sorte

E quem diria,
que o acaso os traria à mim.

Nos encontramos pela sorte dada.
Na incerteza de um caminho desconhecido.
Partilhamos os mesmos medos.
Sofremos as mesmas dores.
Choramos as mesmas alegrias.

Nos unimos por distinções,
amando juntamente uns aos outros.
Nunca houve a vergonha em demonstrar.

Todo o meu choro. Verdadeiro.
Lágrimas de desespero.

Era nítido a necessidade de um fim.
Mas doeu.
Pior que a insegurança do início.
Pior que o tédio e a incerteza de um meio.
O fim doeu.

E hoje, o tempo me marcou.
Apertou meu peito.
O tempo. Sempre ele.
Novamente o tempo.

O fim dos risos e das leves mentiras.
O fim dos dias em que tentamos morrer.

Anos, vidas, diferenças e um final.