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sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Nosso

E de repente ela vem.

Caminhamos envelhecendo.
Infinitamente somos, fomos, de tudo, em tudo.

Observava uma velhinha.
Pele deteriorada.
Cabelos ralos e esbranquiçados.
Pelo estado de seu corpo,
caminhar é algo considerável.
Claramente demonstrava cansaço.
E era eminente,
a deficiência de sentidos.
Não parecia conformada.

A sua luta em manter-se hoje.
A difícil incerteza em poder talvez estar amanhã.

Uma senhora.

Nenhum olhar,
ou mísera palavra a mim direcionou.
Mostrou-me a vontade em insistir,
permanecer.
Evidentemente muito tempo não lhe resta.

Exatamente.

Caminhamos contra o tempo.
Brigamos em suas imposições.
Raramente lhe aceitamos.
Precisamos aceitar.
Quem vence é o tempo.
Quando o nosso tempo acaba.

Por vontade ou azar.
Independentemente de alma.
Acontece.
Nossa única e exclusiva certeza.

Por extremas decisões,
distinções em como a encarar.
Vivendo sonhos ou não.
Lutando por ser ou não.
Nos deparamos vivendo,
e de repente ela vem.

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