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sábado, 23 de outubro de 2010

Último

Consumido por cansaço,
com a mente desgastada.
A esperança foi embora.
Minha vontade se matou.

Falar, falar, falar.

Ficamos cegos com o auge.
Iludidos pelo limite.
Adiante só persiste a decadência.
Numa vida em falência.

Quando tudo passa.
Nos deparamos com o tempo.
Por tudo o que deixamos de ser,
Com todas as vidas que inventamos.

Sonhos impossíveis.
Insegurança disfarçada.
Sorrisos inventados.
Mesmices impensáveis.
Idiotices necessárias.
Algo novo que fez bem,
e a mania de julgar.

Nosso amor próprio estuprado.
Nossa racionalidade invadida.

Vivemos,
acreditando que nunca iríamos envelhecer.
Envelhecemos,
como se nunca tivéssemos vivido.
E então você se fecha.

Precisamos esquecer.
Abraçar a dor,
e encarar o dia.

Meus olhos realistas,
Enxergaram o que é possível.
Descartando toda a utopia que um dia chamei de sonho.

Vou viver do que é real.
No egoísmo ao que somente me interessa.

A tudo que não me pertence, tanto faz.
Que todo o alheio se foda !

Termina aqui.

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